LIBERDADE OU DEPENDÊNCIA

                                                                                                *Sebastião Misiara

 

                         Política e democracia não se fazem fora do município, como ensina Konrad Adenauer, o estadista que instalou o princípio democrático na Alemanha.

 Para se chegar  a essa realidade basta ver que o Brasil nasceu sob a bandeira municipalista, como  São Vicente, Porto Seguro, São Paulo e Salvador.

                        São Paulo é um  exemplo desenvolvimentista. A cidade nasce ao lado de uma igreja e de um colégio, símbolos da cristandade e da cultura, e passa a ser o centro da conquista da civilização nacional.

                        Os bandeirantes vão alargando as fronteiras do Brasil e reproduzindo  o modelo de Piratininga, gestando um Brasil Municipalista.

                         Não há  paz social sem o respeito  à autonomia municipal. Não confiar no município é não confiar no povo. O município é o real, é  o cotidiano do cidadão, que só se realiza plenamente quando há recursos para  prover suas necessidades.

                          Os municipalistas estão sempre se encontrando para que a luta em defesa dos seus ideais seja uma chama permanente e para que a unidade do grupo não se desfaça.

                         Nos encontros estaduais e regionais, cada um traz sua contribuição consubstanciada na vida   pública que enseja a oportunidade de conhecer os maiores problemas que afligem o povo, como aconteceu em Santos, no Congresso da Associação Paulista de Municípios, em Ubatuba no CONEXIDADES, da Uvesp e na Marcha dos Prefeitos, da Confederação Nacional dos Municípios.

                         Neles, prefeitos e vereadores demonstram o desejo de  conhecer mais para servir melhor. Participam para aprender e ensinar. Sabem que da soma  das ideias  abrem-se  novos caminhos para a plena autonomia.

 As cidades, com todos os  seus problemas sobrevivem, porque, justiça se faça, os agentes públicos têm procurado meios e caminhos, para dar à sua gente, o desenvolvimento esperado.

                         Todavia é preciso sepultar velhos fantasmas que têm participado nas nossas crises municipalistas, como a devassa nos cofres da República, cujo preço pagamos no município.

                         Representantes de mais de 100 municípios da Região de São José do Rio Preto, reunir-se-ão, sob o comando da AMA – Associação dos Municípios da Araraquarense – para discutir, aprender, repassar, mas, principalmente, cobrar opiniões e propostas para governar São Paulo e o Brasil.

                        O XII Congresso de Municípios do Noroeste Paulista, que terá como Tema – Desenvolvimento e Crescimento: Executivo, Legislativo e Sociedade Juntos – O Município é de Todos,  acontecerá no Ipê Park Hotel de 15 a 17/08, é importante porque representantes de um milhão de  eleitores, lideranças forjadas na luta, querem saber quem vai efetivamente respeitar os municípios, terreno onde se assenta o Edifício da Cidadania.

                        Esse é o papel de prefeitos e vereadores que estarão nesse importante evento regional. Cobrar o empenho de quem quer voto, pois isso é dever de quem quer liberdade ao invés de dependência.

Sebastião Misiara

Presidente da União dos Vereadores do Estado de São Paulo

Vice presidente do Fórum Nacional de Presidentes de Entidades do Legislativo

Dr Misira (2)

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